Marketing médico · Nível 2 · Modelo e planilha

Como fazer um plano de marketing médico (com modelo)?

Fazer um plano de marketing médico é responder, por escrito e em ordem, dez perguntas: de onde vêm os pacientes hoje, qual é o objetivo do ano, quem é o paciente e o que ele pergunta, como o médico se apresenta, em quais canais aparece, o que acontece em cada mês, quanto custa, quem executa, como se mede e o que o CFM exige. O plano de marketing médico deste artigo é um modelo pronto em dez etapas, válido para consultório ou clínica de qualquer especialidade, com tabelas para copiar e preencher com os números do próprio serviço.

Renan Quintanilia, fundador da KOP Med, autor do artigo Como fazer um plano de marketing médico (com modelo)
Renan QuintaniliaFundador · KOP Med
Publicado em 1 de novembro de 2026Marketing médico · 17 min de leitura

A maioria dos médicos que procura um modelo de plano já investe em alguma coisa: um site antigo, um perfil no Google, anúncios que ninguém revisa. Falta um documento que diga por que cada ação existe, quanto custa, quem cuida dela e quando será avaliada. Sem isso, o consultório troca de canal a cada frustração e nunca sabe o que ampliou a agenda.

O modelo abaixo segue a ordem em que o plano deve ser preenchido. Cada etapa traz uma tabela, um exemplo ilustrativo de especialidades diferentes (ortopedia, psiquiatria, ginecologia, clínica multiespecialidade) e o erro mais comum. Para a visão geral da disciplina, o ponto de partida é o guia de marketing médico; quem atua em dermatologia encontra a versão adaptada à especialidade no plano de marketing para clínica de dermatologia.

Plano de marketing médico: etapa 1, o diagnóstico do consultório

O plano de marketing médico começa por um retrato honesto do consultório nos últimos 90 dias, antes de qualquer ideia de ação. O diagnóstico cobre quatro frentes:

  • Origem dos pacientes: de onde veio cada paciente novo.
  • Agenda: taxa de ocupação, faltas e tempo até a primeira vaga disponível.
  • Ticket: valor médio recebido por atendimento, separando particular e convênio.
  • Concorrência local na busca: quem aparece quando o paciente pesquisa a especialidade na cidade.

A primeira tabela registra a origem e o peso de cada canal:

Origem do paciente novoPacientes nos últimos 90 diasPercentual do totalParticular ou convênioTendência (sobe, estável, cai)
Google (busca orgânica)
Google Maps
Indicação de colega
Indicação de paciente
Lista do convênio
Anúncio
Não registrado

A segunda tabela testa a concorrência, com as buscas do paciente feitas em aba anônima:

Busca testadaTrês primeiros no mapaTrês primeiros na busca orgânicaO consultório aparece?Resposta da IA cita alguém?
"ortopedista + cidade"
"ortopedista de joelho + bairro"
"ortopedista particular + cidade"

Exemplo

Os dados são ilustrativos. Um ortopedista descobre que 60% dos pacientes novos vêm do convênio e que um quinto não tem origem registrada. Na busca, aparece em sétimo no mapa e a IA não o cita. O plano nasce daí: registrar a origem e fortalecer o perfil local. O caminho para o mapa está em SEO local para médicos.

Plano de marketing para consultório: etapa 2, objetivo e metas internas

O plano de marketing para consultório elege um objetivo principal para o ano e o traduz em metas internas, números que orientam a gestão sem virar promessa. Os objetivos mais comuns são:

  1. Reduzir a dependência do convênio e ampliar a agenda particular.
  2. Preencher dias e turnos com horários ociosos.
  3. Consolidar uma área de atuação específica dentro da especialidade.
  4. Abrir uma nova unidade ou um novo médico na clínica.
  5. Começar a atender por telemedicina.
Objetivo do anoMeta internaIndicador que acompanhaChecagem trimestral
Ampliar a agenda particularParticipação do particular na agendaPacientes particulares novos ÷ total de novosMarço, junho, setembro, dezembro
Preencher horários ociososOcupação dos turnos fracosHorários ocupados ÷ horários abertosTrimestral
Consolidar área de atuaçãoPacientes novos da áreaPrimeiras consultas da área por mêsTrimestral
Nova unidadeAgenda da unidade em funcionamentoOcupação da unidade novaMensal no início, depois trimestral
TelemedicinaTeleconsultas por mêsTeleconsultas realizadasTrimestral

A meta interna orienta a gestão do próprio médico. Ninguém pode prometer número de pacientes, porque a agenda depende também de atendimento, valor e localização. A KOP Med trabalha essa definição de objetivo no marketing para consultórios médicos.

Erro comum

Escolher os cinco objetivos ao mesmo tempo. Cada objetivo extra divide verba e atenção; um principal e, no máximo, um secundário por ano tornam o plano executável.

Planejamento de marketing médico: etapa 3, o público e as perguntas que ele faz

O planejamento de marketing médico define o público pelas perguntas que o paciente faz antes de agendar, e não por uma persona genérica. Cada pergunta vira uma página, uma resposta no WhatsApp ou um trecho do perfil local. O levantamento pode usar quatro fontes:

  • o que a recepção ouve com frequência no telefone e no WhatsApp;
  • o que os pacientes perguntam na primeira consulta sobre como encontraram o médico;
  • as buscas que aparecem no Search Console do site;
  • as perguntas relacionadas que o Google mostra para a especialidade.
Momento do pacientePergunta típica (exemplo por especialidade)Onde ele procuraResposta prevista no plano
Sintoma ou dúvida"Ortopedista ou fisioterapeuta para dor no joelho?" (ortopedia)Google, IAPágina da área de atuação com o papel do ortopedista
Escolha do médico"Psiquiatra particular perto de mim" (psiquiatria)Google MapsPerfil da Empresa completo, endereço e horários
Comparação"Ginecologista que atende adolescente na cidade" (ginecologia)Google, IAPágina sobre a primeira consulta e o perfil do atendimento
Logística"A clínica tem cardiologista e pediatra no mesmo lugar?" (multiespecialidade)Site, WhatsAppPágina de corpo clínico com nome, CRM e RQE de cada médico
Decisão"Quanto custa a consulta?" (todas)WhatsAppValor informado com clareza, como permite o CFM

A página explica o que o especialista avalia e como funciona o atendimento; a indicação de tratamento continua sendo do médico, na consulta.

Como medir

O Search Console mostra as buscas que já trazem visitas. Se as perguntas da tabela não aparecem lá após alguns meses, a página correspondente não existe, não responde ou não é encontrada.

Plano de marketing para médicos: etapa 4, posicionamento e especialidade com RQE

O plano de marketing para médicos fixa, na etapa 4, como o médico se apresenta em todas as peças: especialidade, área de atuação e diferencial verificável. A Resolução CFM 2.336/2023 exige nome, CRM seguido da palavra "médico" e RQE quando há especialidade anunciada. O posicionamento se constrói em três camadas:

  1. Especialidade com RQE: o título registrado no CRM, sem variações que confundam o paciente.
  2. Área de atuação ou foco: a parte da especialidade que o médico quer consolidar, desde que não seja anunciada como especialidade inexistente.
  3. Diferencial verificável: tempo de consulta, horário estendido, atendimento por telemedicina, acessibilidade, localização.
Situação do médicoComo se apresentar no planoO que fica fora
Ortopedista com RQE e área de atuação registrada"Ortopedista, CRM, RQE", com a área de atuação também registrada"Especialista em joelho" sem título correspondente
Psiquiatra com RQE"Psiquiatra, CRM, RQE", com foco descrito em texto sóbrioPromessa de melhora, linguagem que cause medo
Médico sem especialidade registrada"Médico, CRM", descrevendo os atendimentos que realizaQualquer título de especialista
Clínica multiespecialidadeCada médico com nome, CRM e RQE; registro do estabelecimento e diretor técnico com CRMEspecialidade anunciada pela clínica sem médico com RQE

Modelo de decisão

  • O diferencial pode ser comprovado pelo paciente? Entra no posicionamento.
  • Depende de superlativo ("o melhor", "referência")? Fica fora.
  • A área de atuação está registrada? Pode ser anunciada como tal; se não está, aparece apenas como descrição dos atendimentos.

Plano de marketing para clínica médica: etapa 5, os canais

O plano de marketing para clínica médica escolhe os canais pela pergunta da etapa 3 que cada um responde e pelo indicador da etapa 2 que cada um move. Os canais que entram no modelo são sete:

  • Site: a base, com página por área de atuação, corpo clínico e WhatsApp.
  • Google (busca orgânica): páginas que respondem às buscas reais, trabalhadas por SEO.
  • Perfil da Empresa no Google: o canal do mapa, com fotos reais, horários e avaliações respondidas.
  • IAs: ChatGPT e o Modo IA do Google (em português no Brasil desde 2025), que citam médicos cujo site é claro e consistente.
  • Anúncios: Google Ads para buscas de alta intenção, com página específica de destino.
  • Encaminhamento de colegas: relacionamento com médicos de outras especialidades.
  • Jornada do Paciente e WhatsApp: o ponto em que o contato vira consulta.

Redes sociais podem entrar como canal de apoio, sem ocupar o lugar dos canais de busca.

CanalPapel no planoPrazo típico para efeitoExigência de tempo do médico
SiteConverte quem chegou por qualquer canalImediato após publicaçãoRevisão técnica das páginas
Busca orgânicaAtrai paciente com dúvida e com intençãoMédio a longo prazoAprovação de conteúdo
Perfil da EmpresaCaptura quem procura médico na regiãoCurto a médio prazoFotos e respostas a avaliações
IAsSer citado na resposta antes da buscaMédio a longo prazoConteúdo claro e coerente
Google AdsGera contato enquanto o orgânico amadureceCurto prazoBaixa
Encaminhamento de colegasTraz pacientes já orientadosMédio prazoAlta: contato pessoal e contrarreferência
Jornada e WhatsAppTransforma contato em consultaImediatoBaixa, com roteiro definido

No encaminhamento, o Código de Ética Médica veda oferecer ou aceitar remuneração ou vantagem por paciente encaminhado. O que funciona é a contrarreferência bem feita: o colega recebe retorno sobre o paciente que encaminhou. A execução dos canais de busca está em SEO para médicos e o uso das IAs em como aparecer no ChatGPT. A Jornada do Paciente organiza o contato antes de ele chegar à recepção.

Modelo de decisão

  • Agenda com horários vagos agora: anúncio e Perfil da Empresa primeiro.
  • Agenda cheia, mas dependente do convênio: site e busca orgânica para o particular.
  • Contatos que não viram consulta: corrigir Jornada e WhatsApp antes de qualquer outro canal.

Modelo de plano de marketing médico: etapa 6, o calendário de 12 meses

O modelo de plano de marketing médico distribui as ações em um calendário de 12 meses, com revisão trimestral e campanhas de saúde usadas apenas quando têm relação com a especialidade. O calendário segue três ritmos:

  1. Fundação (meses 1 a 3): diagnóstico, site, Perfil da Empresa e roteiro de atendimento.
  2. Crescimento (meses 4 a 9): páginas novas por área de atuação, anúncios ajustados e relacionamento com colegas.
  3. Consolidação (meses 10 a 12): revisão do ano, atualização de páginas e plano do ano seguinte.
MêsMarco do planoCampanha de saúde aplicável (se houver relação)Entregas
1Diagnóstico e metasJaneiro Branco, saúde mental (psiquiatria)Tabelas da etapa 1 preenchidas
2Site revisado—CRM, RQE e WhatsApp em todas as páginas
3Perfil local completo; 1ª revisão trimestral—Fotos reais e horários atualizados
4Primeiras páginas por área de atuação—Duas páginas publicadas
5Anúncios ajustados às páginas—Campanhas com destino específico
62ª revisão trimestral—Decisão de verba do semestre
7Contato com colegas que encaminham—Lista de colegas e rotina de contrarreferência
8Novas páginasAgosto Dourado, aleitamento (ginecologia, pediatria)Duas páginas publicadas
93ª revisão trimestralSetembro Amarelo, prevenção do suicídio (psiquiatria)Conteúdo educativo revisado pelo médico
10Atualização das páginas antigasOutubro Rosa, câncer de mama (ginecologia, mastologia)Revisão de informações e datas
11Preparação do ano seguinteRevisão das páginas que mais trouxeram consultasRascunho das metas do próximo ano
124ª revisão e plano novo—Diagnóstico refeito

Erro comum

Usar campanhas de saúde para gerar urgência ou medo. A Resolução CFM 2.336/2023 veda conteúdo que cause medo, e temas como o Setembro Amarelo exigem cuidado redobrado. A campanha entra no plano como conteúdo educativo sobre quando procurar o especialista, nunca como chamada de venda.

Orçamento do plano de marketing médico: etapa 7, a verba por fase

O orçamento do plano de marketing médico separa três naturezas de custo e as distribui pelas fases do calendário, sem misturar investimento único com despesa mensal:

  • Investimento único: criação ou reconstrução do site, fotos profissionais do consultório.
  • Recorrente mensal: hospedagem, SEO, gestão de anúncios, produção de páginas.
  • Mídia paga: o valor que vai para o Google Ads, ajustável mês a mês.
FaseInvestimento único (ilustrativo)Recorrente mensal (ilustrativo)Mídia paga mensal (ilustrativo)Total da fase (ilustrativo)
Fundação (meses 1 a 3)R$ 6.000R$ 2.000R$ 1.500R$ 16.500
Crescimento (meses 4 a 9)—R$ 2.000R$ 2.500R$ 27.000
Consolidação (meses 10 a 12)—R$ 2.000R$ 2.000R$ 12.000
AnoR$ 6.000R$ 24.000R$ 25.500R$ 55.500

Os valores são ilustrativos, mostram só a lógica da distribuição e não são recomendação nem tabela de preços. Os valores de mercado de cada serviço estão em quanto custa marketing médico.

Exemplo

Os dados são ilustrativos. Uma clínica multiespecialidade com cinco médicos põe a mídia paga nas duas especialidades com agenda mais ociosa e mantém as demais no orgânico. Quando uma delas preenche os turnos, a verba migra na revisão trimestral.

Quem executa o plano de marketing: etapa 8, os responsáveis

Quem executa o plano de marketing precisa estar escrito ao lado de cada tarefa, com uma distinção clara entre quem faz, quem aprova e quem só precisa ser informado. Os papéis mais comuns em consultórios e clínicas são:

  • médico titular ou diretor técnico;
  • gestor administrativo ou secretária responsável;
  • recepção e atendimento no WhatsApp;
  • agência ou profissional de marketing contratado.
TarefaQuem executaQuem aprovaQuem é informado
Texto de página do siteAgênciaMédico responsável pela áreaGestão
Peça com nome de médico da clínicaAgênciaO próprio médico e o diretor técnicoRecepção
Registro da origem de cada pacienteRecepçãoGestãoAgência
Resposta a avaliações no Perfil da EmpresaGestão ou agênciaMédico, em casos sensíveisRecepção
Ajuste de verba de anúnciosAgênciaGestãoMédico
Contato com colegas que encaminhamMédico—Gestão
Revisão trimestralGestão e agênciaMédico ou diretor técnicoEquipe

Erro comum

Deixar o médico como aprovador de tudo, sem prazo: as peças acumulam e o calendário atrasa. Na clínica, cada médico aprova o que leva o próprio nome, e o diretor técnico, o que fala em nome da clínica.

Indicadores do plano de marketing médico: etapa 9, a revisão trimestral

Os indicadores do plano de marketing médico respondem, a cada trimestre, a uma pergunta só: o que mantém, o que corrige e o que interrompe. O acompanhamento é mensal; mudar canal ou verba fica para a revisão trimestral, com cinco itens na pauta:

  1. Pacientes novos por origem, comparados à meta interna da etapa 2.
  2. Custo por paciente novo em cada canal pago.
  3. Taxa de conversão do contato em consulta.
  4. Entregas do calendário feitas e atrasadas.
  5. Decisões, com responsável e prazo.
Pergunta do trimestreIndicadorOnde está o dadoDecisão possível
O canal traz pacientes?Pacientes novos por origemRegistro da recepçãoManter ou rever o canal
O canal paga a conta?Custo por paciente novoFinanceiro e Google AdsAjustar ou realocar verba
O contato vira consulta?Consultas ÷ contatosWhatsApp e agendaRevisar roteiro e Jornada
O consultório é encontrado?Cliques, ligações e rotasSearch Console e Perfil da EmpresaNovas páginas, melhor perfil
O plano se paga?Retorno sobre o investimentoFinanceiroRever orçamento do semestre

A fórmula do custo por paciente está explicada em custo por paciente, e a conta do retorno em como calcular o ROI do marketing médico.

Como medir

Os números são ilustrativos. R$ 4.500 investidos no trimestre em um canal que trouxe 30 pacientes novos dão R$ 150 por paciente. O número só vale comparado aos outros canais e ao trimestre anterior, e depende do campo "como nos conheceu" preenchido pela recepção.

Plano de marketing médico dentro do CFM: etapa 10, o compliance

O plano de marketing médico dentro do CFM passa por uma checagem final, peça por peça, com base na Resolução CFM 2.336/2023, em vigor desde março de 2024. A norma permite divulgar o valor da consulta, anunciar descontos sem vantagem casada, mostrar consultório e equipe e repostar depoimentos com tom sóbrio e sem reiteração. Ficam vedados:

  • promessa de resultado;
  • sensacionalismo e autopromoção indevida;
  • conteúdo que cause medo;
  • anúncio de especialidade sem RQE;
  • marca comercial de equipamento como chamariz.
Peça do planoO que precisa constarPonto de atenção
SiteNome, CRM, "médico", RQE na página principal; dados da clínica e do diretor técnicoPáginas antigas com títulos não registrados
Perfil da Empresa no GoogleNome e especialidade coerentes com o RQECategoria que anuncia especialidade sem médico com RQE
AnúnciosIdentificação do médico na página de destinoTermos como "o melhor" ou promessa de resultado
WhatsApp e JornadaInformação clara de valor e forma de atendimentoPressão para agendar ou gatilho de urgência
Material para colegasDados profissionais e áreas de atuaçãoQualquer vantagem vinculada ao encaminhamento
Conteúdo de campanhas de saúdeCaráter educativoLinguagem que cause medo

O Código de Ética Médica estabelece que a medicina não pode ser exercida como comércio; por isso o plano não prevê técnica de venda, só informação clara para o paciente decidir. A KOP Med aplica essa checagem no marketing médico dentro do CFM, e o detalhamento das regras está em marketing médico: o que pode e o que não pode.

Erro comum

Checar só na criação do site. Perfil, anúncios e mensagens mudam ao longo do ano; a revisão trimestral repassa a coluna de pontos de atenção.

Perguntas sobre plano de marketing médico

O que deve ter um plano de marketing médico?

Dez partes: diagnóstico, objetivo e metas internas, público e perguntas, posicionamento com RQE, canais, calendário de 12 meses, orçamento, responsáveis, indicadores com revisão trimestral e checagem do CFM. Cada parte cabe em uma tabela.

Quanto custa executar um plano de marketing médico?

Depende do estágio do consultório, da concorrência na cidade e dos canais escolhidos. A referência que decide é o custo por paciente novo de cada canal.

Plano de marketing para clínica médica é diferente do plano de marketing médico de consultório?

A estrutura é a mesma. Na clínica, cada médico precisa de nome, CRM e RQE próprios, o diretor técnico entra como aprovador e o orçamento pode priorizar as especialidades com agenda mais ociosa.

Existe modelo de plano de marketing médico para copiar?

Sim. As tabelas deste artigo vão para uma planilha, uma aba por etapa; os números precisam vir do próprio consultório.

Com que frequência revisar o plano de marketing médico?

Os indicadores são acompanhados todo mês, e as decisões de canal e verba ficam para a revisão trimestral. Uma vez por ano, o diagnóstico é refeito e o plano do ano seguinte é montado.

Quanto tempo o plano de marketing médico leva para mostrar efeito?

Varia por canal. Anúncios e Perfil da Empresa costumam gerar contatos antes; busca orgânica e citação em IAs amadurecem em prazo maior. Nenhum plano sério promete prazo ou número de pacientes.

O plano de marketing médico precisa seguir as regras do CFM?

Precisa. Toda peça segue a Resolução CFM 2.336/2023: nome, CRM e RQE quando há especialidade, nenhuma promessa de resultado, nenhum conteúdo que cause medo e nenhuma vantagem por paciente encaminhado.

Médico sem especialidade registrada pode ter um plano de marketing médico?

Pode. A diferença está no posicionamento: a apresentação usa "médico, CRM" e descreve os atendimentos realizados, sem anunciar título de especialista que não esteja registrado no CRM.

Resumo · como fazer um plano de marketing médico?

  1. O plano de marketing médico tem dez etapas, cada uma com uma tabela para preencher.
  2. O diagnóstico registra origem dos pacientes, agenda, ticket e concorrência local na busca.
  3. Um objetivo principal por ano vira metas internas, que orientam a gestão e não são promessa.
  4. O público é definido pelas perguntas que o paciente faz antes de agendar.
  5. O posicionamento parte da especialidade com RQE e de um diferencial verificável.
  6. Os canais incluem site, Google, Perfil da Empresa, IAs, anúncios, colegas e Jornada no WhatsApp.
  7. Calendário, orçamento por fase e responsáveis transformam o plano em rotina.
  8. A revisão trimestral decide com indicadores, e toda peça passa pela checagem do CFM.

Um plano de marketing médico funciona quando sai da gaveta: diagnóstico com dados reais, metas revistas a cada trimestre e cada peça conferida com o CFM. A KOP Med monta e opera esse plano no marketing para clínicas médicas e no marketing para consultórios médicos, com SEO para médicos e a Jornada do Paciente organizando o contato até a consulta. Para estimar a verba, comece por quanto custa marketing médico; para medir, use o custo por paciente.

Renan Quintanilia, fundador da KOP Med
Sobre o autor

Renan Quintanilia

Fundador · KOP Med

Fundador da KOP Med. Atua desde 2016 com busca e, desde 2018, só com saúde: constrói sites médicos, opera SEO, GEO e tráfego pago e lê o relatório com o médico todo mês. Escreve sobre o que aplica todos os dias nos consultórios da agência — e sobre o que o CFM permite dizer.

Dez etapas, uma revisão por trimestre.

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