A dúvida sobre o que o urologista pode divulgar costuma surgir diante de uma peça pronta: o anúncio "vasectomia sem bisturi, sem dor", a página de reposição hormonal com foto de academia, o post com a marca do robô recém-chegado ao hospital, a clínica de reprodução que propõe "parceria". A urologia soma três riscos raros em outras especialidades: temas íntimos, um mercado de remédios e hormônios que circula sem médico e procedimentos de alta demanda particular, como a vasectomia.
Este checklist segue a ordem em que uma peça deve ser conferida: quem assina, o que nomeia, o que mostra, quanto cobra, o que promete, como atende, o que ensina e com quem se associa. Cada seção traz o quadro de pode, não pode e como fazer do tema e as perguntas de conferência. As regras gerais, válidas para todas as especialidades, estão em marketing médico: o que pode e o que não pode.
O que o urologista pode divulgar: as normas que valem para cada peça
O que o urologista pode divulgar depende de seis conjuntos de regras, e uma mesma peça costuma tocar em mais de um. Uma página de saúde sexual, por exemplo, passa pela resolução de publicidade, pela de terapias hormonais e pela política de anúncios do Google ao mesmo tempo.
| Regra | O que regula | Onde pesa na urologia |
|---|---|---|
| Res. CFM 2.336/2023 | Identificação, imagens, valores, marcas e promessas | Título, antes e depois, preço de vasectomia, marca do robô |
| Código de Ética Médica | Comércio (art. 58), encaminhamento (art. 59), sigilo (art. 73), caso clínico (art. 75) | "Vasectomia day", clínica de reprodução, resposta a avaliações |
| Res. CFM 2.333/2023 | Uso e divulgação de terapias androgênicas | Reposição de testosterona |
| Res. CFM 2.314/2022 e Lei 14.510/2022 | Telemedicina | Teleconsulta de saúde sexual |
| LGPD | Dado de saúde como dado sensível | PSA, espermograma e queixa enviados pelo WhatsApp |
| Políticas do Google | Anúncios e avaliações | Saúde sexual como tema sensível; avaliação sem incentivo |
A ordem de conferência que organiza as seções seguintes:
- Quem assina: nome, CRM, MÉDICO e RQE, sem título inventado.
- O que nomeia: remédio, hormônio, robô, laser, prótese.
- O que mostra: imagem de paciente, de procedimento ou de região íntima.
- O que oferece: preço, pacote, condição de pagamento, teleconsulta.
- O que promete: dor, prazo, resultado, desempenho.
Modelo de decisão
Peça que passa pelas cinco perguntas sem nenhum "sim" problemático vai ao ar. Peça com dúvida em uma delas volta para revisão; se a dúvida persistir, o art. 13, V, da Resolução CFM 2.336/2023 prevê a consulta à Codame do CRM.
Título na urologia: o urologista pode divulgar "andrologista" ou "especialista em próstata"?
O título na urologia é um só: o urologista divulga Urologia com o número do RQE. A Resolução CFM 2.472/2026, publicada em 28 de outubro de 2026, lista 55 especialidades e 64 áreas de atuação, e nenhuma dessas áreas tem a Urologia como pré-requisito. Sexologia e Reprodução Assistida existem como áreas de atuação, mas exigem Ginecologia e Obstetrícia ou Psiquiatria (Sexologia) e Ginecologia e Obstetrícia (Reprodução Assistida). Andrologia, uro-oncologia e cirurgia robótica não constam como especialidade nem como área.
| Pode | Não pode | Como fazer |
|---|---|---|
| "Urologia · RQE 00000" | "Andrologista" | "Urologia, com foco em saúde sexual e reprodutiva masculina" |
| "Foco em doenças da próstata" | "Especialista em próstata" | Foco descrito no texto, título só Urologia |
| "Foco em tumores urológicos" | "Uro-oncologista" | Descrever a frente e os hospitais onde opera |
| Formação em cirurgia robótica descrita como formação | "Especialista em robótica" | Curso e instituição citados como formação; confirmar com o CRM regional |
| Até duas especialidades com RQE (art. 13, §1º, f) | Área de atuação sem RQE | Cada título com o seu número |
Perguntas de conferência:
- O RQE de Urologia aparece na página principal do site, no perfil do Google e em cada página de procedimento?
- Alguma frente virou título, na bio, no anúncio ou no nome do perfil?
- A certificação de cirurgia robótica aparece como formação, e não como especialidade?
Erro comum
Batizar o Perfil da Empresa no Google de "Dr. Fulano Andrologista". O nome do perfil cria um título que o CFM não reconhece e ainda fere as diretrizes de nome do próprio Google.
Medicamento e hormônio: o que o urologista não pode divulgar na saúde sexual
Medicamento e hormônio formam o ponto mais sensível do que o urologista não pode divulgar, porque é nele que a publicidade mais se confunde com o mercado de produtos. O art. 9º, XVIII, c, da Resolução CFM 2.336/2023 veda anunciar marcas comerciais e fabricantes de fármacos e insumos. Na saúde sexual, a recomendação prática é não citar nome comercial nem princípio ativo em peça publicitária; confirmar com o CRM regional.
A Resolução CFM 2.333/2023 vai além: indica a reposição hormonal apenas com deficiência comprovada (art. 2º) e veda o uso e a divulgação de testosterona sem comprovação diagnóstica, de androgênios com finalidade estética ou de desempenho esportivo, de hormônios vendidos como "bioidênticos" ou "nano" sem comprovação e de publicidade que faça apologia desses usos (art. 3º).
| Pode | Não pode | Como fazer |
|---|---|---|
| "Consulta de saúde sexual masculina" | Nome do comprimido para ereção | "O tratamento é definido na consulta" |
| Reposição hormonal quando há deficiência comprovada | Testosterona para "ganhar massa", "disposição" ou "performance" | Explicar que a indicação depende de avaliação e exames |
| Existem opções clínicas e cirúrgicas | Implante hormonal ou "fórmula bioidêntica" como produto | Descrever a investigação, não o produto |
Perguntas de conferência:
- Alguma peça cita remédio, hormônio ou fórmula pelo nome, inclusive em palavra-chave de anúncio?
- A imagem da página hormonal sugere estética ou academia?
- O WhatsApp responde "quanto custa o remédio"? A resposta padrão leva à consulta.
Erro comum
Ilustrar a página de reposição hormonal com um homem musculoso na academia. A imagem associa a testosterona a estética e desempenho, exatamente o que o art. 3º veda. O enquadramento correto da frente está em marketing para saúde sexual masculina.
Marca de robô, laser, prótese e sling: o urologista pode divulgar equipamento?
Marca de robô, laser, prótese peniana ou sling não entra na publicidade, mas o urologista pode divulgar o equipamento e a técnica. O art. 9º, IX, permite apresentar equipamentos com as indicações do portfólio da Anvisa; o inciso XVIII permite anunciar a aplicação de próteses e insumos, desde que sem marca comercial e fabricante (alínea c). O art. 11, II e IX, veda atribuir capacidade privilegiada ao aparelho ou à técnica, mesmo quando o médico é o único a usá-la.
| Pode | Não pode | Como fazer |
|---|---|---|
| "Cirurgia robótica" | Nome comercial da plataforma | Técnica e hospital, sem fabricante |
| "Tratamento do cálculo com laser" | Modelo do laser, "laser exclusivo" | Explicar quando a técnica é indicada |
| "Implante de prótese peniana, quando indicado" | Marca, fabricante, foto da embalagem | Etapas da avaliação e da decisão |
| "Sling para incontinência" | Marca do sling | Indicações e alternativas |
| Foto do centro cirúrgico | "O único robô da região" | Imagem real, sem logotipo visível |
Perguntas de conferência:
- Algum logotipo aparece em foto de centro cirúrgico, aparelho ou material?
- O texto atribui ao equipamento recuperação melhor ou resultado superior?
- A técnica é reconhecida pelo CFM e o aparelho tem registro na Anvisa (art. 11, III e VII)?
Exemplo
Um urologista de Campinas, em cenário ilustrativo, troca o post "chegou o robô [marca] ao hospital" por uma página sobre como é a cirurgia de próstata minimamente invasiva, com indicações e recuperação descritas caso a caso. O roteiro completo está em como divulgar cirurgia robótica em urologia.
Antes e depois, genitália e caso clínico: o que o urologista pode divulgar sem expor o paciente
Antes e depois, imagem de genitália e caso clínico seguem as regras mais estritas da publicidade, e na urologia o resultado prático é quase sempre não publicar. O art. 14 da Resolução CFM 2.336/2023 exige finalidade educativa, texto com indicações e complicações, conjunto com evoluções satisfatórias e insatisfatórias, nenhuma edição, autorização do paciente e respeito ao "pudor e à privacidade" de quem cedeu a imagem, com anonimato mesmo autorizado.
O art. 75 do Código de Ética Médica veda caso clínico identificável ou imagem que torne o paciente reconhecível, mesmo com autorização. E as políticas de anúncios do Google restringem nudez e conteúdo sexual.
- Genitália: sem foto real em site, perfil ou anúncio; para explicar anatomia, ilustração esquemática ou banco de imagens com a origem citada (art. 14, h).
- Prótese, Peyronie, fimose: antes e depois fica fora; o texto descreve indicações, recuperação e complicações possíveis.
- Vasectomia: foto de procedimento não ajuda o paciente a decidir e expõe.
- Relato de caso: generalizar idade, profissão, cidade e história até ninguém reconhecer o paciente.
- Exames: PSA, espermograma e laudos são dado sensível pela LGPD e não aparecem em peça.
Modelo de decisão
Uma imagem só seria cogitada com seis respostas "sim": finalidade educativa, paciente irreconhecível, autorização escrita, conjunto com evoluções insatisfatórias, texto com complicações e confirmação do CRM regional. Em região íntima, a regra da casa é ilustração.
Valores de vasectomia, pacotes e "vasectomia day": o urologista pode divulgar preço?
Valores de vasectomia e de consulta podem ser divulgados; pacotes e "vasectomia day" dependem da forma. O art. 9º da Resolução CFM 2.336/2023 permite informar valores e formas de pagamento (VI), informar que o valor do procedimento pode ser acordado antes do atendimento (VII) e anunciar descontos sem venda casada nem premiação (VIII). O art. 11, §4º, c, veda anunciar serviço gratuito no consultório privado, e o art. 58 do Código de Ética Médica veda o exercício mercantilista.
| Frase na peça | Leitura | Ajuste |
|---|---|---|
| "Consulta urológica: R$ 450, em até 3 vezes" (ilustrativo) | Permitido (art. 9º, VI) | Manter, com o que a consulta inclui |
| "Vasectomia: valor informado após a avaliação" | Permitido (art. 9º, VII) | Explicar as etapas até o procedimento |
| Preço fechado com o que inclui | Ponto interpretativo | Listar itens e condicionar à indicação; confirmar com o CRM regional |
| "Vasectomia + espermograma grátis" | Venda casada e gratuidade | Itens descritos, sem brinde |
| "Vasectomia day: 20 vagas com 30% off" | Promoção com urgência e tom comercial | Não usar; agenda regular informada |
Perguntas de conferência:
- A página de vasectomia explica a consulta de avaliação e os requisitos legais em linhas gerais, sem números desatualizados?
- Algum preço vem com urgência, contagem regressiva ou "últimas vagas"?
- Há gratuidade anunciada, mesmo de retorno ou exame de controle?
Erro comum
Anunciar mutirão de vasectomia em consultório particular com desconto por tempo limitado. A soma de preço, urgência e volume transforma um procedimento de decisão pessoal em oferta. A montagem da frente está em como divulgar vasectomia.
"Sem dor", "sem bisturi", "resultado imediato": promessas que o urologista não pode divulgar
"Sem dor", "sem bisturi" e "resultado imediato" são promessas que o urologista não pode divulgar como chamariz, porque o art. 11, XII, veda prometer ou insinuar bons resultados e o §2º, f, veda representações que induzam à percepção de resultado certo. Na vasectomia, "resultado imediato" é também impreciso: o efeito contraceptivo só é confirmado pelo espermograma de controle.
| Em vez de | Escrever |
|---|---|
| "Vasectomia sem dor em 15 minutos" | "Vasectomia com anestesia local: como é o procedimento e a recuperação" |
| "Sem bisturi, sem cortes" | "Técnica de mínima abertura, explicada na consulta"; confirmar com o CRM regional |
| "Resultado imediato" | "O resultado é confirmado pelo espermograma de controle" |
| "Volte a ser homem" | "Consulta de saúde sexual masculina" |
| "Recuperação mais rápida com o robô" | "A recuperação depende da indicação e de cada caso" |
| "Pedra no rim? Resolvemos hoje" | "Acompanhamento após a crise; dor intensa é caso de pronto-socorro" |
Perguntas de conferência:
- Algum título promete ausência de dor, prazo de retorno ou desempenho?
- "Sem bisturi" aparece como nome técnico, explicado, ou como slogan?
- A imagem sugere resultado, como casal sorrindo na cama ou homem "renovado"?
Exemplo
Um urologista de Goiânia, em cenário ilustrativo, troca no anúncio "vasectomia sem dor" por "vasectomia: como é a avaliação". O texto deixa de prometer e passa a responder à dúvida que o paciente de fato pesquisa. As formulações aceitas pelo Google estão em tráfego pago para urologista.
Teleconsulta: o urologista pode divulgar atendimento on-line sem vender receita?
A teleconsulta pode ser divulgada pelo urologista, desde que como consulta, e não como venda de receita. A Resolução CFM 2.314/2022 e a Lei 14.510/2022 regulam a telemedicina e preservam a autonomia do médico para indicar o atendimento presencial; em doença crônica, a resolução prevê consulta presencial em intervalos não superiores a 180 dias. O Parecer CFM 14/2017 lembra que o WhatsApp não substitui a consulta.
| Pode | Não pode | Como fazer |
|---|---|---|
| Teleconsulta de retorno e de resultado de exames | "Receita para ereção em 10 minutos" | Descrever a consulta, não o desfecho |
| Primeira consulta on-line, quando o médico julgar adequada | Consulta on-line para "comprar remédio" | Avisar que o exame físico pode ser necessário |
| Valor da teleconsulta | Assinatura mensal com remédio incluso | Valor da consulta, separado de qualquer produto |
| Teleconsulta de saúde sexual | Testosterona prescrita sem exames | Investigação conforme a Res. CFM 2.333/2023 |
Perguntas de conferência:
- A página avisa que o urologista pode indicar consulta presencial?
- Alguma peça associa teleconsulta a receita certa ou a remédio específico?
- A plataforma de teleconsulta trata a queixa como dado sensível?
Como medir
Uma vez por mês, ler as mensagens que chegam pela página de teleconsulta: pedidos de "só a receita" indicam que o texto ainda soa como venda. O detalhamento está em teleconsulta para urologista.
Conteúdo educativo sobre temas íntimos: o que o urologista pode publicar
O conteúdo educativo sobre temas íntimos é o espaço mais amplo do que o urologista pode publicar: o art. 13, III, assegura informação educativa nos canais próprios. O limite é não causar medo (art. 11, §2º, e), não substituir a consulta e não levar o leitor a se diagnosticar. Na prática, é aqui que se resolve o que o urologista pode divulgar sobre saúde sexual, incontinência e infertilidade.
| Pauta | O que a página explica | Onde para |
|---|---|---|
| Como é o exame urológico | Etapas, duração, privacidade | Sem imagem do exame |
| Disfunção erétil | Que a queixa é comum e avaliada em consulta | Sem remédio, sem promessa |
| Espermograma | Preparo e como o resultado é discutido | Sem interpretar valores |
| Incontinência na mulher | Que a urologia também atende mulheres | Sem desqualificar a ginecologia |
| Fimose na infância | Texto para os pais | Sem foto da criança |
- Linguagem: termo técnico com o popular entre parênteses, sem humor, duplo sentido ou emoji sugestivo.
- Urgência: aviso curto que orienta pronto-socorro ou 192, sem lista de sintomas.
- Formulários: o site não pede a queixa detalhada; a Jornada do Paciente pergunta só o necessário para agendar.
- Autoria: nome, CRM, RQE e data de revisão em cada artigo.
Erro comum
Publicar "teste: descubra se você tem disfunção erétil" com pontuação no fim. O quiz funciona como juízo diagnóstico fora da consulta e assusta quem já hesitava em marcar.
Avaliações e parcerias: o que o urologista pode divulgar sobre pacientes e colegas
Avaliações e parcerias encerram o checklist porque envolvem terceiros: o paciente que comenta e o colega que encaminha ou recebe. No Google, avaliações não podem ser incentivadas nem pedidas só aos satisfeitos; pelo CFM, depoimentos repostados são sóbrios, sem adjetivos de superioridade (art. 14, g). O art. 73 do Código de Ética Médica protege o sigilo, e o art. 59 veda remuneração ou vantagem por paciente encaminhado.
| Pode | Não pode | Como fazer |
|---|---|---|
| Pedir avaliação a todos, sem filtro | Desconto em troca de avaliação | Mensagem única após a consulta |
| Responder com agradecimento genérico | "Que bom que a vasectomia correu bem" | Não confirmar que a pessoa é paciente |
| Avaliação masculina em conjunto com a clínica de reprodução | Comissão por casal encaminhado | Contrarreferência com anuência do paciente |
| Integrar o corpo clínico divulgado por um hospital (art. 9º, X) | Anunciar Reprodução Assistida como área própria | Peça conjunta revisada; confirmar com o CRM regional |
- Quem encaminha ao urologista: clínicos, ginecologistas, nefrologistas e geriatras recebem retorno técnico, nunca brinde ou desconto para os pacientes deles.
- Quem recebe do urologista: clínica de reprodução, laboratório e fisioterapia pélvica, sem contrapartida.
Exemplo
Uma clínica de reprodução propõe a um urologista de Curitiba, em cenário ilustrativo, um percentual por casal encaminhado. A alternativa dentro da regra é uma página para profissionais com o fluxo da avaliação masculina, como em como divulgar tratamento de infertilidade masculina. As respostas a comentários estão em avaliações no Google para urologista, e quem prefere delegar a revisão das peças encontra o escopo na agência de marketing para urologista.
Perguntas sobre o que o urologista pode divulgar
O urologista pode divulgar que é andrologista?
Não como título. A Resolução CFM 2.472/2026 não reconhece andrologia como especialidade nem como área de atuação. O urologista divulga Urologia com RQE e descreve a frente como "foco em saúde sexual e reprodutiva masculina".
O urologista pode divulgar o nome do remédio para disfunção erétil?
Não é recomendável. O art. 9º, XVIII, c, veda marcas comerciais, e o mais seguro é não citar nome comercial nem princípio ativo, descrevendo o tratamento como definido em consulta. Em caso de dúvida, consultar o CRM regional.
O urologista pode divulgar reposição de testosterona?
Pode informar que a reposição é indicada quando há deficiência comprovada. A Resolução CFM 2.333/2023 veda divulgar testosterona para estética, ganho de massa ou desempenho e hormônios vendidos como "bioidênticos" sem comprovação.
O urologista pode divulgar o preço da vasectomia?
Pode. O art. 9º permite informar valores, formas de pagamento e descontos sem venda casada. Gratuidade no consultório privado, brinde e promoção com urgência, como "vasectomia day", ficam fora.
O urologista pode divulgar a marca do robô ou da prótese peniana?
Não. Equipamento e técnica podem ser apresentados com as indicações aprovadas, mas sem marca comercial nem fabricante (art. 9º, XVIII, c) e sem atribuir capacidade privilegiada ao aparelho.
O urologista pode postar antes e depois?
Só nas condições do art. 14 da Resolução CFM 2.336/2023, com paciente irreconhecível, o que o art. 75 do Código de Ética Médica exige mesmo com autorização. Em região íntima, a recomendação é ilustração; confirmar com o CRM regional.
O urologista pode divulgar teleconsulta de saúde sexual?
Pode, como consulta regulada pela Resolução CFM 2.314/2022, com aviso de que o médico pode indicar atendimento presencial. Não pode anunciar receita certa, remédio específico nem assinatura com medicamento incluso.
O que o urologista não pode divulgar?
O que o urologista não pode divulgar inclui título sem RQE, nome de remédio ou hormônio, testosterona para estética, marca de equipamento ou prótese, imagem de genitália, promessa de "sem dor", gratuidade, caso identificável e vantagem por encaminhamento.
Resumo · o que o urologista pode e não pode divulgar?
- Toda peça traz nome, CRM com MÉDICO e RQE de Urologia; nenhuma área de atuação tem a Urologia como pré-requisito.
- "Andrologista", "uro-oncologista", "especialista em próstata" e "especialista em robótica" viram "foco em".
- Sem nome de remédio ou hormônio; testosterona só com deficiência comprovada (Res. CFM 2.333/2023).
- Robô, laser, prótese e sling aparecem sem marca e sem capacidade privilegiada.
- Antes e depois só pelo art. 14; genitália nunca; caso clínico nunca identificável (art. 75).
- Preço de consulta e de vasectomia pode; gratuidade, brinde e "vasectomia day", não.
- Nada de "sem dor" ou "resultado imediato"; teleconsulta é consulta, não venda de receita.
- Avaliações sem incentivo nem filtro; parcerias técnicas, sem vantagem por encaminhamento (art. 59).
Conferir o que o urologista pode divulgar, peça por peça, é o que permite falar de próstata, vasectomia, saúde sexual e incontinência com clareza, sem expor o paciente nem o CRM. Como agência de marketing para urologista, a KOP Med aplica este checklist em cada página, perfil e anúncio, com o método de compliance CFM no marketing médico e sobre um site para médicos que já nasce com identificação e aviso de urgência. O próximo passo, com os canais na ordem certa, está em como fazer marketing digital para urologista.