Quem pesquisa "o que um site médico precisa ter" costuma estar diante de um orçamento ou de um site antigo que não traz contatos. A dúvida é prática: quais páginas são indispensáveis, o que é obrigatório pelo conselho, o que é só enfeite e o que faz o paciente desistir antes de mandar mensagem.
As seções abaixo organizam a resposta em blocos: o check-list geral, as informações obrigatórias, as páginas essenciais, os elementos de confiança, o WhatsApp, a versão para celular e a velocidade, o que o Google e as IAs precisam encontrar, a LGPD, o rodapé e o que o site não pode ter. A última seção traz o check-list final para marcar item a item. Quanto custa montar esse site está em outro artigo; aqui o assunto é o conteúdo.
O que um site médico precisa ter: o check-list em sete blocos
O que um site médico precisa ter se divide em sete blocos, e cada um responde a uma pergunta diferente: o conselho permite? O paciente confia? O paciente consegue agendar? O Google entende? A IA cita? Os dados estão protegidos? Qualquer pessoa consegue usar?
| Bloco | Pergunta que responde | Exemplos de itens |
|---|---|---|
| Obrigatório pelo CFM | O conselho aceita? | Nome, CRM, RQE, diretor técnico (clínicas) |
| Confiança | Por que este médico? | Formação, foto real, consultório, sociedade de especialidade |
| Conversão | Como agendo? | WhatsApp, horários, convênios, forma de pagamento |
| Técnico e SEO | O Google entende? | Uma página por procedimento, títulos, velocidade |
| IA e GEO | A IA cita? | Perguntas e respostas, Schema, dados consistentes |
| LGPD | Meus dados estão seguros? | Política de privacidade, cookies, formulário mínimo |
| Acessibilidade | Qualquer pessoa usa? | Contraste, texto alternativo, navegação por teclado |
Três princípios atravessam os sete blocos:
- Cada página responde a uma busca. Uma página genérica de "serviços" não responde a nenhuma.
- Cada página leva ao contato. O WhatsApp aparece em todas, não só na página de contato.
- Cada informação é verificável. CRM, RQE, endereço e formação podem ser conferidos pelo paciente.
Modelo de decisão
Na hora de priorizar, a ordem é a dos blocos: primeiro o obrigatório, depois confiança e conversão, depois técnico e IA. Um site bonito sem CRM visível ou sem WhatsApp está pronto só na aparência.
Informações obrigatórias no site médico: nome, CRM e RQE
As informações obrigatórias no site médico estão no artigo 4º da Resolução CFM 2.336/2023: nome do médico, número de inscrição no CRM seguido da palavra "médico" e, quando ele divulga especialidade ou área de atuação registrada, o RQE correspondente. O artigo 6º manda que essas informações estejam na página principal do site ou do perfil.
| Elemento | Obrigatório ou recomendado | Por quê |
|---|---|---|
| Nome completo e CRM | Obrigatório (art. 4º) | Identifica o profissional registrado |
| Especialidade com RQE | Obrigatório quando anunciada | Só especialista registrado anuncia especialidade |
| Dados na página principal | Obrigatório (art. 6º) | O paciente vê antes de rolar |
| Clínica: nome, registro no CRM e diretor técnico com CRM | Obrigatório (art. 5º) | Identifica o estabelecimento e o responsável |
| UF do CRM | Recomendado | Evita dúvida em quem atende em mais de um estado |
| Link para a consulta pública do CRM | Recomendado | O paciente confere sozinho |
O que essas informações fazem pelo site, além de cumprir a norma:
- Confiança: o paciente que pesquisa médico particular costuma conferir o registro.
- Busca: nome, especialidade e cidade juntos ajudam o Google a ligar o site à pessoa certa.
- IA: dados idênticos no site, no perfil e nas plataformas reforçam a identidade do médico para as IAs.
Erro comum
Anunciar "dermatologista" sem RQE em dermatologia, ou colocar o CRM só na página "Sobre". A informação precisa estar na página principal e, de preferência, no rodapé de todas as páginas. A página de compliance CFM resume como a KOP Med aplica a resolução em cada site.
Páginas essenciais de um site médico
As páginas essenciais de um site médico são as que respondem às perguntas do paciente na ordem em que ele as faz: quem é, o que trata, onde fica, como paga e como agenda.
| Página | Objetivo | O que não pode faltar |
|---|---|---|
| Home | Dizer em segundos quem é e o que trata | Nome, especialidade, CRM, RQE, cidade, WhatsApp |
| Sobre / formação | Justificar a escolha | Formação, residência, título de especialista, foto real |
| Uma página por procedimento ou condição | Responder à busca específica | O que é, para quem é, como funciona a consulta, dúvidas |
| Convênios e pagamento | Remover a objeção financeira | Convênios aceitos, particular, recibo, formas de pagamento |
| Teleconsulta (se houver) | Explicar o atendimento a distância | Como funciona, plataforma, pagamento |
| Contato e localização | Resolver a logística | Endereço, mapa, horários, estacionamento, acessibilidade |
| Blog ou dúvidas frequentes | Responder perguntas antes da consulta | Textos educativos, sem diagnóstico |
| Política de privacidade | Cumprir a LGPD | Quais dados, para quê, por quanto tempo, contato |
Na prática, um consultório começa com:
- Home com especialidade e cidade.
- Sobre, com formação verificável.
- De 4 a 10 páginas de procedimento ou condição, conforme a especialidade.
- Convênios e pagamento.
- Contato com mapa.
- Privacidade.
Exemplo
Um ortopedista com uma página única de "tratamentos" disputa a busca genérica. Com páginas próprias para joelho, ombro, coluna e medicina esportiva, cada uma com as dúvidas do paciente, ele passa a responder buscas específicas. Os sites para dermatologistas e das demais especialidades da KOP Med já nascem com essa arquitetura.
O que um site institucional deve ter para gerar confiança
O que um site institucional deve ter, no caso do consultório, é prova de que o médico existe, é qualificado e atende onde diz. O paciente decide em poucos segundos, e a confiança vem de detalhes concretos:
- Foto real do médico, não banco de imagens.
- Fotos do consultório: fachada, recepção e sala.
- Formação com instituição e ano, e título de especialista quando houver.
- Vínculos verificáveis: sociedade de especialidade, hospitais onde opera ou atende.
- Textos escritos para o paciente, sem jargão e sem exagero.
- Data de atualização nos textos educativos.
Depoimentos merecem cuidado. A Resolução CFM 2.336/2023 permite repostar elogios de pacientes sem reiteração e com tom sóbrio, mas o site não é o lugar de acumular depoimentos como argumento de venda. O critério é: se o texto sugere resultado, não entra.
Erro comum
Usar fotos de banco de imagens de "médico sorrindo de jaleco". O paciente reconhece, e a primeira impressão passa a ser de site genérico. Uma foto simples da sala real de atendimento transmite mais confiança.
Botão de WhatsApp no site: o que o site médico precisa ter para converter
O botão de WhatsApp no site é o que transforma visita em conversa. No Brasil, a maior parte dos pacientes prefere escrever a ligar, e o site médico precisa ter o caminho até a mensagem em todas as páginas.
O que funciona:
- Botão visível no topo e flutuante no celular, sem cobrir o conteúdo.
- Mensagem pré-preenchida com a página de origem: "Vim da página de tratamento de acne".
- Horário de atendimento informado junto ao botão.
- Alternativa para quem não usa WhatsApp: telefone e e-mail no rodapé.
- Pré-qualificação antes da conversa, quando o volume justifica.
A Jornada do Paciente é a versão completa do item 5: seis perguntas no site montam o caso e a recepção recebe a mensagem já com especialidade, motivo e preferência de horário.
Como medir
Cliques no WhatsApp por página, mês a mês, como evento no Google Analytics. Página com muita visita e poucos cliques indica conteúdo que não convence ou botão escondido.
Site médico responsivo e rápido: o que o celular exige
Um site médico responsivo é o que se adapta à tela do celular sem perder conteúdo nem legibilidade. Como a maior parte das buscas por médico acontece no celular, a versão móvel é a versão principal, e a velocidade faz parte da experiência.
O Google mede a experiência de página pelas Core Web Vitals:
| Métrica | O que mede | Referência de "bom" |
|---|---|---|
| LCP | Tempo até o maior conteúdo aparecer | Até 2,5 segundos |
| INP | Tempo de resposta a um toque ou clique | Até 200 milissegundos |
| CLS | Quanto a página "pula" enquanto carrega | Até 0,1 |
O que o site médico precisa ter para passar nessas métricas:
- Imagens comprimidas e no tamanho certo para cada tela.
- Pouco código de terceiros: cada widget, chat ou plugin pesa.
- Fonte legível (16 px ou mais no texto) e botões com área de toque confortável.
- Hospedagem estável, com certificado de segurança (https).
Como medir
O PageSpeed Insights mostra as três métricas por página, com dados de usuários reais quando o site tem tráfego suficiente. Vale rodar na home e nas páginas de procedimento mais visitadas. A hospedagem e manutenção de sites médicos da KOP Med acompanha esses números.
O que o site médico precisa ter para o Google e para as IAs
O que o site médico precisa ter para aparecer no Google e ser citado pelas IAs é estrutura: cada página com um tema claro, título e descrição próprios e informações que a máquina consegue ler.
Itens técnicos indispensáveis:
- Um H1 por página, com o tema da página.
- Título e descrição únicos para cada página.
- URL limpa: /tratamento-de-melasma, não /pagina?id=12.
- Sitemap enviado ao Google Search Console.
- Marcação estruturada (Schema) de médico, clínica e perguntas frequentes.
- Texto alternativo nas imagens, descrevendo o que mostram.
- Seções de perguntas e respostas escritas como o paciente pergunta.
- Nome, endereço e telefone idênticos no site, no Perfil da Empresa no Google e nas plataformas.
Os itens 5, 7 e 8 pesam especialmente para as IAs. O passo a passo da busca está em como fazer o consultório aparecer no Google, e o das IAs, em como fazer GEO para médicos.
Erro comum
Montar o site inteiro com o texto dentro de imagens ou de animações. O paciente até lê, mas o Google e as IAs não encontram o conteúdo, e a página não aparece para a busca que deveria responder.
Site médico e LGPD: privacidade, cookies e formulário
O site médico e a LGPD se encontram em três pontos: a política de privacidade, o aviso de cookies e os dados que o formulário pede. Dados de saúde são dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados, e o site deve coletar o mínimo necessário.
O que o site precisa ter:
- Política de privacidade acessível no rodapé, explicando quais dados coleta, para quê, por quanto tempo e como o titular pede exclusão.
- Aviso de cookies com opção de aceitar ou recusar os não essenciais.
- Formulário mínimo: nome e contato bastam para agendar.
- Nenhum campo de sintoma detalhado no formulário aberto do site.
- Conexão segura (https) em todas as páginas.
- Canal para o titular dos dados, com e-mail de contato.
Modelo de decisão
Antes de criar um campo no formulário, a pergunta é: a recepção precisa disso para agendar? Se não precisa, o campo sai. O que for clínico se conversa na consulta, não no site. A política de privacidade da própria KOP Med serve de referência de estrutura.
O que colocar no rodapé do site médico
O que colocar no rodapé do site médico é a informação que o paciente procura quando já decidiu e que o conselho exige em todas as páginas. O rodapé é o lugar onde ninguém precisa procurar.
Rodapé completo de um consultório:
- Nome do médico, CRM e RQE (ou, na clínica, o diretor técnico com CRM).
- Endereço completo com link para o mapa.
- Telefone, WhatsApp e e-mail.
- Horário de atendimento.
- Links para as páginas principais: procedimentos, sobre, convênios, contato.
- Política de privacidade e termos de uso.
- CNPJ, quando houver pessoa jurídica.
Exemplo
Um paciente lê a página de um procedimento no celular, rola até o fim e decide ligar. Se o rodapé tem telefone, endereço e horário, a decisão vira contato. Se não tem, ele volta à busca e encontra outro consultório.
O que um site médico não pode ter — e o check-list final
O que um site médico não pode ter está na Resolução CFM 2.336/2023 e na experiência do paciente. Alguns erros são infração ética; outros só fazem o paciente ir embora.
| Erro | Consequência |
|---|---|
| Promessa de resultado ("resolva de vez", "resultado definitivo") | Infração ética |
| Antes e depois sem caráter educativo e sem as condições da norma | Infração ética |
| Especialidade anunciada sem RQE | Infração ética |
| Preço como isca ou desconto com vantagem casada | Infração ética |
| Dados ou fotos de paciente sem autorização | Infração ética e violação da LGPD |
| Site lento no celular | Paciente desiste e o Google rebaixa |
| Sem WhatsApp ou contato visível | Visita sem conversa |
| Página única para tudo | Não aparece nas buscas específicas |
Check-list final do site médico (25 itens):
- Nome e CRM na página principal
- RQE junto de toda especialidade anunciada
- Clínica: nome, registro e diretor técnico com CRM
- Home com especialidade e cidade
- Página "Sobre" com formação verificável
- Uma página por procedimento ou condição
- Página de convênios e formas de pagamento
- Página de teleconsulta, se houver
- Contato com endereço, mapa e horários
- Foto real do médico e do consultório
- WhatsApp em todas as páginas
- Mensagem do WhatsApp com a página de origem
- Versão para celular revisada
- LCP até 2,5 s nas páginas principais
- Um H1 por página
- Título e descrição únicos por página
- URLs limpas
- Sitemap enviado ao Search Console
- Schema de médico ou clínica
- Perguntas frequentes nas páginas de procedimento
- Texto alternativo nas imagens
- Dados idênticos ao Perfil da Empresa no Google
- Política de privacidade e aviso de cookies
- Formulário só com o necessário
- Nenhuma promessa de resultado em nenhuma página
Modelo de decisão
Até 15 itens marcados: o site precisa ser refeito, não ajustado. De 16 a 22: ajustes por bloco, começando pelo obrigatório e pela conversão. De 23 a 25: o próximo passo é conteúdo e medição. Para saber o que cada caminho custa, veja quanto custa um site para médico; para montar do zero, como criar um site para médico.
Perguntas sobre o que um site médico precisa ter
O que é obrigatório em um site médico?
Pela Resolução CFM 2.336/2023, o site médico precisa ter o nome do médico e o número do CRM na página principal e, quando divulga especialidade ou área de atuação, o RQE correspondente. Sites de clínicas também informam o registro do estabelecimento e o diretor técnico com CRM.
Quais páginas um site médico precisa ter?
Um site médico precisa ter home, página sobre a formação, uma página por procedimento ou condição, convênios e pagamento, contato com localização e política de privacidade. Teleconsulta e blog entram quando fazem parte do atendimento e da estratégia.
O que um site institucional deve ter para um consultório?
Um site institucional de consultório deve ter informações verificáveis (CRM, RQE, formação), fotos reais, páginas que respondem às buscas do paciente, WhatsApp visível e dados de endereço e horário idênticos aos do Perfil da Empresa no Google.
Site médico precisa ter política de privacidade?
Precisa. O site coleta dados pessoais (nome, telefone, navegação) e, em saúde, pode tocar em dados sensíveis. A política explica o que é coletado, para quê, por quanto tempo e como pedir exclusão, como prevê a LGPD.
O site médico pode ter preço da consulta?
Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 permite divulgar o valor da consulta e dos serviços. O que continua vedado é usar preço ou desconto como isca, com vantagem casada, ou associado a promessa de resultado.
Site médico pode ter antes e depois?
Pode, com condições. A resolução admite antes e depois com caráter educativo, autorização do paciente e apresentação de indicações, evoluções satisfatórias e insatisfatórias e possíveis complicações. Fora dessas condições, a publicação é infração.
O site médico precisa ter blog?
Não é obrigatório, mas o blog ou a seção de dúvidas ajuda o site a responder perguntas que o paciente faz ao Google e às IAs. O conteúdo deve ser educativo, sem diagnóstico, sem indicação de tratamento e sem promessa.
O que um site médico precisa ter para aparecer no Google?
Uma página por procedimento ou condição, título e descrição únicos, carregamento rápido no celular, sitemap enviado ao Search Console, marcação estruturada e dados consistentes com o Perfil da Empresa no Google. O posicionamento depende também da concorrência da cidade.
Resumo · o que um site médico precisa ter?
- O site médico precisa ter sete blocos: obrigatório, confiança, conversão, técnico, IA, LGPD e acessibilidade.
- Nome, CRM e RQE (quando há especialidade) ficam na página principal, pelos artigos 4º e 6º da 2.336/2023.
- Clínicas informam também o registro do estabelecimento e o diretor técnico com CRM.
- Páginas essenciais: home, sobre, uma por procedimento, convênios e pagamento, contato e privacidade.
- WhatsApp em todas as páginas, com a página de origem na mensagem.
- Celular primeiro: LCP até 2,5 s, INP até 200 ms e CLS até 0,1.
- LGPD: política de privacidade, aviso de cookies e formulário só com o necessário.
- Sem promessa de resultado, sem especialidade sem RQE e sem antes e depois fora das regras.
O que um site médico precisa ter não muda de especialidade para especialidade: o que muda são as páginas de procedimento e as dúvidas de cada paciente. A KOP Med constrói sites para médicos com os 25 itens do check-list desde a primeira versão, com compliance CFM revisado em cada página, e opera a busca e as IAs sobre essa base com SEO para médicos. Para montar o site com ajuda da inteligência artificial, leia como fazer um site médico com IA.